Acordo na concertação social

Junho 26, 2008

O Governo e os parceiros sociais, reunidos ontem, dia 25 de Junho, chegaram a acordo sobre a revisão do Código do Trabalho.

Este acordo tripartido (Governo, patrões e sindicatos) foi conseguido com base numa proposta governamental enviada terça-feira aos parceiros sociais, que entretanto sofreu algumas alterações no âmbito da negociação realizada hoje, com a presença do primeiro-ministro, José Sócrates.

Fora do acordo ficou a CGTP, que abandonou a reunião esta manhã, por considerar não ter condições para discutir a última proposta apresentada pelo Governo, preferindo, por isso, a confrontação social.

Esta propostafoi elogiada pelos responsáveis da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económicos (OCDE) que acompanham a economia portuguesa.

Ler a Síntese – Proposta de Acordo Tripartido para um Novo Sistema de Regulação das Relações Laborais, das Políticas de Emprego e da Protecção Social em Portugal

Em relação à OCDE, esta organização divulgou o “Economic Survey” de 2008, neste ano centrado no tema da globalização, onde avalia a situação económica de Portugal em várias áreas e faz as respectivas recomendações. LER MAIS>>


Sem solidariedade e justiça social não há paz

Junho 25, 2008

O cardeal Oscar Andrés Rodríguez Maradiaga, arcebispo de Tegucigalpa (Honduras) e presidente da Cáritas Internacional, foi recebido em audiência por Bento XVI nesta terça-feira de manhã, com outros bispos hondurenhos por ocasião da sua visita ad limina apostolorum ao Papa e à Cúria romana.

Em entrevista concedida à «Rádio Vaticano», discutiu os desafios da América Latina e do seu país em particular. Referiu-se especialmente à emigração, declarando que «a solução não está em construir muros, mas em ajudar os países pobres».

«Ninguém emigra por prazer, mas por necessidade. Quando os jovens não encontram trabalho, necessariamente têm de buscá-lo em outro lugar, se não quiserem entrar no circuito das drogas.»

«Estamos convencidos de que a comunidade internacional tem de reconhecer que o desenvolvimento não pode excluir ninguém e que a solidariedade e a justiça devem prevalecer. Sem solidariedade e justiça social, de facto, é difícil que haja paz.»

Apesar de «elementos positivos e sinais de esperança», o purpurado cita «os problemas e as questões mais difíceis» da América Latina e, em particular, das Honduras, «como o aumento dos pobres, devido sobretudo ao aumento do preço do petróleo e dos produtos de primeira necessidade».

«O cancelamento da dívida externa tão pouco criou os pressupostos para o relançamento do país. Em parte, porque o dinheiro é empregado na compra de combustível, indispensável para a produção energética», denunciou.

Junto a estes desafios, o cardeal considera que nas Honduras as dificuldades das famílias constituem «a prioridade» da Igreja.

Neste contexto, o cardeal considera que «é necessário um esforço de evangelização para que a Doutrina Social da Igreja possa chegar a todos os lugares, inclusive ao âmbito político-institucional».

«Quando se alcança cargos de poder, parece que se esquece do bem comum. Onde há pobreza, também se dá a tentação do dinheiro fácil e o narcotráfico penetra.»

Fonte: ZENIT


Bem-vindos à Igreja Católica

Junho 20, 2008

Uma Europa de Valores

Junho 20, 2008

Mais uma vez, a União Europeia foi despertada do seu adormecimento institucional pelos cidadãos. Neste caso, o «Não» da Irlanda tem um impacto que ultrapassa, em muito, o âmbito nacional, podendo colocar em risco o Tratado de Lisboa de que os governantes portugueses tanto se orgulham. Os cidadãos europeus parecem ser um problema para quem lidera a União e está, muitas vezes mergulhado em questões menores ou demasiado virado para si mesmo: quando os europeus não participam, há queixas do seu alheamento; quando participam, são pouco dóceis aos desígnios comunitários e têm o mau hábito de se lembrarem dos problemas com que convivem no seu dia-a-dia e castigarem quem comanda os seus destinos.

“Bruxelas” está a deixar de ser o símbolo de paz e unidade europeias para passar a ser uma espécie de papão para as faixas da população mais desprotegidas. Se quiserem ser levados a sérios, os mentores desta nova Europa (reunificada, para os políticos; reconciliada, para a Igreja) têm de estar atentos às necessidades concretas das populações que são chamados a servir – esse fim nobre da política que cada vez mais parece mais esquecido…

Enquanto a vida passa lá fora e a União discute sobre o que há-de fazer com os seus documentos, o preço do petróleo não pára de aumentar, as greves e as manifestações de descontentamento multiplicam-se, a crise alimentar adensa as nuvens negras no horizonte. O papão não será o culpado de tudo, mas tem de fazer mais para esclarecer e ajudar os habitantes deste Velho Continente, uma referência para todo o mundo.

A Europa dos 27 precisa de redescobrir-se, nos valores que lhe deram origem e nas intuições que fundamentam esses valores, de forma a querer ser “seguida” pelos seus e pelo mundo. Negligenciar este património é comprometer o futuro deste projecto político.

Neste contexto, é impossível neglicenciar a importância do diálogo com a sociedade civil e com as confissões religiosas. A presença da Igreja neste continente é um dado incontornável, visível na construção dos valores que moldaram a Europa e, pelo seu património cultural, praticamente nas ruas de cada cidade.

O diálogo com o passado tem neste campo dos Bens Culturais da Igreja um desafio particular, simbólico. Vale a pena investir naquilo que distingue a nossa casa e nos ajuda a reconhecê-la.

Octávio Carmo in Agência Ecclesia

Temos de ser coerentes.

Não nos podemos queixar da falta de participação dos cidadãos europeus e, ao mesmo tempo, queixarmo-nos porque houve participação.

Os responsáveis pela UE, vivendo obcecados pelos documentos, esquecem-se do principal, do fundamental: os VALORES CRISTÃOS que unem os europeus e que estão na base da construção desta ideia “EUROPA”, desta realidade incontornável que é a “UNIÃO EUROPEIA”.

Não basta repetir o Referendo na Irlanda e seguir em frente. É preciso reflectir a sério nesta Casa Europa que, colectivamente, queremos ser… mas se nos esquecermos da ROCHA FIRME em que ela se fundou, será uma CASA que corre sempre o risco de ruir, de desmoronar…

Quem tem ouvidos que oiça…


Acordo entre o Governo e os camionistas

Junho 17, 2008

A negociação e o diálogo social são atitudes que se devem cultivar a fim de que prevaleça a PAZ e a JUSTIÇA SOCIAIS.

Mas… ceder a chantagens é colocar em causa a autoridade do Estado. O que aconteceu foi uma inversão dos princípios de um Estado de Direito e um precedente de gravíssimas consequências para a PAZ SOCIAL.

A agravar esta situação, as negociações terminaram com um ACORDO que, no mínimo, é de ficar espantado, perplexo, envergonhado até…

Para que cada um faça o seu próprio juízo, deixo aqui o texto integral do FAMOSO ACORDO.

Chamo a vossa particular atenção para…

– alínea b) >> o estado vai aplicar coimas a quem não pagar no prazo de 30 dias ? ? ? ! ! ! !… Mas o que é isto?…

– alínea e) >> o Estado vai subsidiar o abate de veículos ? ? ? ! ! ! !…

– alínea h) >> os camionistas vão passar a entregar o IVA ao Estado no momento do recebimento ? ? ? ! ! ! !… E os restantes agentes económicos vão continuar a fazê-lo no momento da facturação?!

– alínea k) >> são considerados custos ou perdas do exercício, em valor correspondente a 120 por cento, os custos com os combustíveis ? ? ? ! ! ! !… E os outros agentes?!

Parece que só os camionistas enfrentam a crise…

Perante isto…. É PRECISO FAZER ALGUMA COISA… Aceitam-se sugestões!

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Imagem>> Chris Slane, Cagle Cartoons


Hoje há reunião do Núcleo

Junho 16, 2008

A última reunião do Núcleo de Diálogo Social, antes das férias de Verão, terá hoje lugar na sua sede, em Torres Vedras.

O início está previsto para as 21:15h e a Agenda de Trabalhos aqui fica.


Décima onda às 76 milhas

Junho 7, 2008

No próximo dia 10 de Junho, feriado nacional, faz um ano que o Poeta António Batalha partiu.

Mas, ele deixou o seu 10º livro para publicar. Nos últimos dias, confiou essa tarefa a um Grupo de Amigos que se encarregou de fazer os preparativos para a sua publicação.

Vamos fazer da tarde desse dia uma Festa com o António Batalha, à volta da Casa do Poeta que ele criou e à volta do seu livro DÉCIMA ONDA ÀS 76 MILHAS.
Gostaríamos que todos os seus amigos pudessem comparecer nesta Sessão em sua homenagem. Passem palavra uns aos outros.

Contamos convosco,

às 16 horas, na Amendoeira,

junto ao Sobreiro de Mafra

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