SEMANA DE ESTDOS SOBRE A FAMÍLIA

Julho 21, 2012

Semana de Estudos 2011

“A família é a primeira escola das virtudes sociais de que as sociedades têm necessidade…” (João Paulo II, FC ns 36 ).

 Os tempos que vivemos  são de grande  instabilidade  a diversos níveis, fala-se muito de crise, nomeadamente de crise de valores.

Sendo a família o primeiro espaço de educação do ser humano consideramos importante refletir sobre as realidades que vive presentemente e como é que está, ou não, a contribuir para a construção de valores.

Nesta XXXVII Semana de Estudos, propomo-nos analisar que percursos a Família foi tomando desde há cerca de três/quatro décadas para chegar às questões com que se debate atualmente.

Será um espaço de partilha e descoberta, que possa corresponder aos novos desafios que a Família enfrenta.

Acreditamos na força das famílias como o bem mais precioso de uma sociedade organizada  que permita um verdadeiro  crescimento do Homem.

Junta-te a nós! 

PROGRAMA DA SEMANA

2ª Feira – 20 de agosto

  • 19h00 – Receção dos Participantes
  • 20h00 – Jantar
  • 21h30 – Serão  de Apresentação

3ª Feira – 21 de agosto

  • Tema: “Que desafios para as famílias de hoje?”
Evolução do Ser Família
Papel da família na construção dos valores
Convidados: Casal  Mª Helena e Manuel Silva Alves
(Animadores de grupos do Encontro Matrimonial-EM)

4ª Feira – 22 de agosto

  • Tema: “O Silêncio e a Palavra no seio da Família”
 Vivemos num mundo “cheio de informação”  – que espaço para a escuta de si próprio, do outro, de Deus?
Convidado: Dr. Alberto Santos( Prof de Rel. e Moral)

5ª Feira – 23 de agosto

  • Dia visita  de “estudo” – conhecer uma empresa familiar: Quinta da Enxara ou Fábrica Louritex

6ª Feira – 24 de agosto

  • Avaliação
  • Eucaristia
  • Encerramento após o Almoço

Envia a tua inscrição para:

Consulta o desdobrável de divulgação


Convívio dos solidários com a Guiné

Junho 30, 2012

Vem Partilhar connosco a felicidade do estarmos juntos, aceitando o desafio do nosso Hino:

 “Vem comigo aceita esta missão
Novo mundo por certo encontrarás
Cada vida é um tesouro a descobrir
É Jesus que no pobre servirás.”

PROGRAMA

  • 11h00 – Início de uma pequena caminhada;
  • 13h00 – Almoço piquenique (sardinhas, febras, salada, arroz, fruta, etc.);
  • 16h00 – Apresentação dos projetos em curso e do novo grupo que vai à Guiné em 17 de setembro de 2012;
  • 17h30 – Missa celebrada pelo Padre Batalha com a participação do coro de Nossa Senhora da Nazaré.

Contamos Contigo! Não Faltes!


FESTA DO ABRAÇO PORTUGAL/GUINÉ-BISSAU – Festa da Casa do Oeste

Maio 26, 2012

Vinte de Maio trouxe-nos uma manhã de chuva para receber os convidados da Festa da Casa do Oeste. Não fora ela a Festa da Bênção dos Campos! Foi a chuva benfazeja!

Este ano teve muito mais gente, porque teve a particularidade de celebrar “Duas Décadas” de Solidariedade com a Guiné-Bissau em ações humanitárias. O programa começou com o descerramento dum painel, símbolo do abraço entre Portugal e a Guiné, onde figuraram em imagens e no mapa do mundo, os dois países e as duas Casas – sede – a de Ribamar e de Ondame, bem como os 10 projetos apoiados.

Seguiu-se um Colóquio de apresentação do livro “Solidariedade com a Guiné – Duas Décadas”, com um Power-point baseado no livro e ainda a proclamação de alguns testemunhos.

Na abertura da sessão, o presidente da Fundação João XXIII/Casa do Oeste, Pe. Joaquim Batalha, lançou um desafio aos participantes presentes, vindos do norte, que, depois da Delegação da Fundação criada na Guiné se criasse uma Delegação do Norte.

Ponto alto desta jornada, além do almoço de cerca de 500 convivas, foi a Celebração da Eucaristia com a Bênção dos Campos, e o batismo da menina Raissa, guineense, que, em perigo de morte, foi salva por um dos Grupos solidários e adotada por um casal da Sapataria, Sobral Monte Agraço, o que gerou alguma emoção.

Na homilia, o Pe. Batalha sublinhou que, hoje, Jesus continua a propor-nos: “ Ide por todo o mundo… Parti a anunciar e a ensinar tudo quanto aprendeste de Mim. Quem acreditar e for batizado será salvo. Eu acompanho-vos. Assim como Eu fiz, fazei-o vós também. Brilhe a vossa luz diante dos homens!… (Mt. 5,16).

Vós todos os batizados, militantes da Acção Católica, associados da Fundação João XXIII e de outros grupos ou Movimentos… vós todos os cristãos: brilhe a vossa luz diante dos homens. Aqui, na Guiné e em qualquer parte onde estiverdes. Não é isto a nossa solidariedade com a Guiné? Quantos milagres nos acompanham: os projetos que se desenvolvem, as vidas que se salvam… Brilhe a vossa luz diante dos homens!”.

Um contributo significativo para a profundidade desta celebração foi o Coro de Nª Senhora da Nazaré, de Santo Isidoro, regido pelo maestro Diogo Roda, que encerrou com a apresentação, a vozes, do hino criado para a Fundação João XXIII para os Grupos dos Solidários, com música de P. Teodoro Sousa: “Vem comigo, aceita esta missão…”.

O arraial esteve muito animado com as tendas das filhós, bolos, pão com chouriço, quermesse, livros, doces regionais, flores, etc…e com a musica do Grupo Tipico Caldense, enriquecido com o porco no espeto, oferecido pelos pais da batizada Raissa… Tudo isto contribuiu para uma grande tarde de festa!

O lançamento do livro “Duas Décadas” marcou, sem dúvida, a Festa deste ano como expressão duma grande atividade desta Fundação que já levou à Guiné 298 participantes em Férias Solidárias, carregando contentores com muitos bens doados que têm feito a diferença nos 10 projetos de desenvolvimento local que a Fundação João XXIII tem vindo a apoiar.

Em 1 de Setembro de 2011 foi criada, por escritura oficial, uma Delegação da Fundação XXIII/Casa do Oeste, na Guiné-Bissau, com sede em Ondame. Agora, vai ser criada a Delegação do Norte, pois este desafio foi bem acolhido e alguns dos presentes nesta Festa já se entusiasmaram e até já apontaram local para a sede, em Guimarães.


A POBREZA INTERPELA OS CRISTÃOS

Outubro 29, 2010

A convite do Presidente da Cáritas Diocesana de Aveiro, o Diácono Permanente Sr. José Alves, dois elementos do Grupo do Diálogo Social participaram num encontro dos Grupos Cáritas da Diocese, o qual teve lugar no Salão da Sé de Aveiro, no sábado dia 9 de Outubro de 2010, sob o tema “ O papel dos Grupos de Acção Social na Paróquia”.

A cada grupo participante foi entregue um exemplar do livro da autoria do Núcleo do Diálogo Social, intitulado: “Acção Social na Paróquia”.

O encontro iniciou-se com uma breve leitura bíblica, seguida da exibição do pequeno filme da apresentação do referido livro. Foi depois feita uma pequena exposição sobre o papel dos cristãos face às situações de pobreza, com, o título: “A Pobreza interpela os Cristãos”, cujo texto abaixo passamos a reproduzir.

Para além dos diversos tipos de apoios, materiais, humanos e espirituais, que os pobres e os excluídos precisam, uma questão importante merece uma particular atenção: em que medida a actividade exercida pelos Grupos Caritas e de Acção Social tem contribuído para que os pobres reconquistem a sua autonomia de vida, incluindo a auto-suficiência em matéria de recursos, e os excluídos atinjam o pleno exercício da cidadania, em relação aos outros e ao mercado de trabalho.

Aos Grupos Caritas e de Acção Social compete actuarem nas causas, pessoais ou colectivas, que geram os diversos tipos de pobreza; a tendência generalizada dos Grupos é a de se limitarem às dádivas de alguns bens alimentares e roupas, muitas delas mais não são que umas simples “sobras”, e por isso mesmo, muito pouco têm a ver com o destino universal dos bens e a justa distribuição da riqueza.

São Causas de Pobreza:

– O Desemprego

– A falta de qualificação profissional e o desinteresse pelo aprender sempre mais

– O Trabalho remunerado injustamente

– A doença e as limitações físicas

– A velhice e as baixas pensões dos reformados

– A confusão entre Trabalho e Emprego. Não existem empregos, mas no nosso país não há muito trabalho por fazer?……

– O Alcoolismo, Drogas e outras dependências

– Os que não querem trabalhar e são subsídio-dependentes

– A má gestão dos recursos financeiros que resulta, sobretudo, da incapacidade de discernir sobre o que é essencial e o que é secundário.

Se aos Grupos Caritas e de Acção Social compete prestarem o apoio directo às pessoas, na procura de condições de vida digna, também lhes cabe a tarefa importante da humanização das estruturas sócio-políticas que têm a seu cargo o apoio aos mais carenciados e marginalizados, como são a Família, Autarquias locais, Centros de Dia e Lares, Associações de carácter humanitário, Hospitais, Misericórdias, etc..etc…

A pobreza combate-se, sobretudo, por uma aposta séria no desenvolvimento integral das pessoas. E esse desenvolvimento passa pela:

– Colectividade da aldeia ou da vila. Quando as associações de carácter desportivo e recreativo só se limitam à venda duns copos, ou à promoção de espectáculos brejeiros e de baixo nível, e não desenvolvem actividades que promovam a saúde física e mental das pessoas e não se preocupam com a valorização criativa dos tempos livres, não cumprem o papel que lhes cabe no desenvolvimento dos seus associados.

– A Escola não se pode preocupar apenas em ensinar coisas, mas deve transmitir valores, ensinar a fazer, ensinar a estar na vida, a relacionar o saber com a vida, porque é por aí que passam a cultura dos homens e mulheres do amanhã.

– A Igreja, não pode passar a vida a pregar preceitos e dogmas mas deve apontar valores, deve denunciar as injustiças, mesmo que isso possa parecer mal ao poder político, e deve, sobretudo, fazer exigências transformadoras e coerentes com a Fé em Jesus Cristo, gritando nestes tempos conturbados de crise, a Esperança.

– A Autarquia, para que tenha sempre presente que as pessoas são mais importantes do que o cimento ou o alcatrão, não gastando grande parte dos seus recursos em obras de fachada, mas sim com as pessoas, muito embora isso possa dar menos votos.

– A Família tem o papel imprescindível de educar para os valores, sendo capaz de dizer o SIM ou o NÃO na hora certa, sem hesitações e sem chantagens, ensinando e valorizando o trabalho dos filhos, fazendo-os compreender o valor das coisas. É mesmo em criança que se deve aprender a ser justo e solidário com os outros.

É papel importante dos Grupos Caritas e de Acção Social:

– Explicarem às pessoas o valor das coisas, de modo que estas, com lucidez, saibam distinguir o essencial do secundário. Muita da pobreza do nosso país resulta dessa falta de capacidade de discernimento;

– Partilharem a sua acção com outros grupos Caritas, de modo que os sucessos ou os fracassos duns, possam ser imitados ou evitados por outros;

– Fazer um levantamento exaustivo dos casos de pobreza existentes no espaço de influência do grupo, procurando encontrar as suas verdadeiras causas e consequências, de modo que o agir seja assertivo. Aqui o método do Ver, Julgar e Agir é o mais adequado;

– Nunca se deixarem enredar naquela de que “na minha terra não há pobres”. A fulana vai ao café todos os dias, o outro fuma que nem um desalmado e é pobre!”……. Histórias destas ouvem-se às carradas; isto é conversa de quem não está disposto a olhar o outro como irmão; isto é só e apenas desculpas de “mau pagador”. Não serão estes comportamentos também uma consequência grave da pobreza?!…..

– Não entrar naquela “do que posso eu fazer perante a imensidão dos problemas, eu não sou capaz, não tenho meios, de que vale a minha ajuda, ela não é mais do que um grão de areia no deserto dos problemas”; ou de que o Estado que faça, ele é que tem o dever de atender a estas situações, eu não!……

– A todos estes Grupos – Caritas e de Acção social – também se pede que não esqueçam a dimensão internacional da pobreza, e na medida do possível, colaborem nas missões de solidariedade que diversas entidades levam a efeito – caso Guiné-Bissau.

– À Igreja em geral, e aos Grupos Caritas e de Acção Social em particular, é pedido que sejam criativos nas ajudas que prestam, de modo que possam dar respostas mais eficazes na resolução dos problemas graves de pobreza como, por exemplo:

– Constituindo um banco de alimentos, roupa, móveis, para os mais carenciados;

– Criando uma lavandaria colectiva para os mais pobres;

– Um banco de medicamentos, onde as sobras de uns pudessem servir a outros, desde que acauteladas as respectivas competências técnicas;

– Criando serviços de apoio às pessoas reformadas e com menos mobilidade, nas diversas áreas dos cuidados continuados;

– Mas, simultaneamente, nunca podem esquecer de manter bem vivo e coerente, o combate e a denúncia dos factores de injustiça que geram a pobreza e a exclusão social.

Afinal a nossa maneira de estar na vida, os nossos comportamentos em sociedade, a nossa coerência de Fé em Jesus Cristo, têm muito a ver com todas estas questões da pobreza!……


LANÇAMENTO DO LIVRO NA FESTA DA CASA DO OESTE

Maio 7, 2010

>> Convite [pdf]


Encíclica de Bento XVI “Caritas in Veritate”

Julho 7, 2009

Caritas_VeritateBento XVI defende na sua terceira encíclica, “Caritas in Veritate” (A caridade na verdade), uma nova ordem política e financeira internacional, para governar a globalização e superar a crise em que o mundo se encontra mergulhado.

No documento, tornado público esta terça-feira, o Papa apresenta como prioridade a “reforma quer da Organização das Nações Unidas quer da arquitectura económica e financeira internacional”, sentida em especial “perante o crescimento incessante da interdependência mundial”, mesmo no meio de uma “recessão igualmente mundial”.

Ler Mais>> CARITAS IN VERITATE


BENTO XVI – NOVA ENCÍCLICA SOBRE TEMAS SOCIAIS

Junho 30, 2009

n54393616247_1388994_2890332Os temas sociais estão no centro da terceira encíclica de Bento XVI, intitulada “Caritas in veritate” (Caridade na Verdade), cuja próxima publicação foi anunciada pelo papa aos peregrinos concentrados na Praça de São Pedro, durante a Oração do Angelus.

A encíclica, que tem a data do dia de São Pedro e de São Paulo, visa “aprofundar alguns aspectos do desenvolvimento integral” na época actual, “à luz da caridade na verdade“, afirmou Bento XVI.

Neste documento pastoral, o papa retoma temas tratados por Paulo VI em 1967 na encíclica “Populorum Progressio”, considerado de referência para a Doutrina Social da Igreja.

Ao fazer o anúncio da encíclica, Bento XVI pediu orações para o novo contributo que a Igreja Católica “oferece à humanidade, no seu empenho por um progresso sustentável, no pleno respeito pela dignidade humana e pelas reais exigências de todos”.

No final de Fevereiro deste ano, já em plena crise financeira, o Papa tinha anunciado que iria tratar deste assunto numa encíclica, prometendo denunciar as “injustiças económicas” e “erros fundamentais” que conduziram à crise, que considerou ser o resultado “da avareza humana e da idolatria”, em que se substituiu o “verdadeiro Deus pelo deus da avareza”.

Esta é a terceira encíclica de Bento XVI, que tem produzido estes documentos pastorais de dois em dois anos.

Em Dezembro de 2005 anunciou a publicação da primeira encíclica do seu pontificado, “Deus carita est” (Deus é amor), seguida, em Novembro de 2007, por “Spe salvi” (Salvos na esperança).

Texto do [Expresso] e imagem [daqui]