MUDAR É URGENTE

Janeiro 17, 2012

Perante a crise, nos tempos que correm, muitos andam desanimados e pessimistas. A resignação não pode ser o deixar correr. Para nós cristãos, esta realidade é um desafio à criatividade e à solidariedade.

Temos de assumir compromissos concretos, renunciando ao consumo irracional e egoísta, vivendo com sobriedade, solidarizando-nos de modo efectivo com as vítimas da crise. É um apelo à sobriedade e uma oportunidade de mudança.

Uma sociedade em que os cidadãos só pensam em si e nos seus interesses e segue a lei da selva, é uma sociedade que caminha para a ruína. Esta crise social e económico-financeira é fruto disso.

Então a primeira coisa das nossas preocupações é educar as novas gerações para um novo humanismo. Há que educar os jovens para a justiça e para a paz; e a justiça não se pode mover tão só por relações feitas de direitos e deveres, mas antes e sobretudo por relações de gratuidade, misericórdia e comunhão. Os seus primeiros educadores são eles mesmos, começando a viver aquilo que pedem a quantos os rodeiam; depois a família que deve ser a escola da justiça e da paz. Também o contributo de outras instituições educativas que devem promover a abertura a Deus e aos outros, lugar de diálogo e desenvolvimento da pessoa.

A educação faz-se fazendo. Como ?  Pela fraternidade e solidariedade, mudando de forma radical a cultura e o costume que nos são muito comuns e estão muito difundidos que é um estilo de vida construído sobre o consumismo que todos somos convidados a alterar para regressarmos a uma sobriedade que é sinal de justiça. Claro que isto implica uma conversão, uma mudança, implica mudar de direção, de caminho; e a primeira mudança é cultural. Queremos construir o futuro? Queremos deixar o mundo um pouco melhor do que está? Estamos dispostos a fazer uma revisão profunda? Não basta pôr remendos novos em pano velho (Mc 2,21). Então, que sobriedade para resolver a nossa crise económica ? Deve começar nas palavras. A sobriedade não tem apenas a ver com a quantidade de bens materiais que consumimos ou não, com tudo o que compramos ou não. Não é uma questão só económica, pois mexe numa esfera muito mais ampla do nosso pensar e do nosso agir, do nosso próprio ser. A sobriedade nasce e cresce através de um sábio e corajoso discernimento, que a mantém intimamente ligada à sua finalidade: a de estar ao serviço do bem, começando pelo amor ao outro, pelo dom de si ao outro, pela partilha fraterna que me conduz à solidariedade.  Não podemos ser solidários se não formos sóbrios.

É necessário redescobrir a sobriedade e a solidariedade, como valores evangélicos. Não se pode combater eficazmente a miséria, quando não se faz o que nos diz S. Paulo, isto é, quando não se procura “fazer igualdade”, reduzindo o desnível entre quem desperdiça o supérfluo e quem não tem sequer o necessário. Isto exige opções de justiça e de sobriedade. Esta é a oportunidade ! Mudar é preciso !


GERAÇÃO À RASCA – A NOSSA CULPA

Março 17, 2011

Um dia, isto tinha de acontecer.
Existe uma geração à rasca?
Existe mais do que uma! Certamente!
Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida.
Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações.
A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo.
Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.

Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos) vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor.
Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos…), mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1º automóvel, depósitos de combustível cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse. Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.
Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes.

Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego, … A vaquinha emagreceu, feneceu, secou.

Foi então que os pais ficaram à rasca.
Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem  Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde não se entra à borla nem se consome fiado.
Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos, num país onde  uma festa de aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a pais.
São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que os filhos não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade, nem dos qualquercoisaphones ou pads, sempre de última geração.

São estes pais mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter de dizer “não”. É um “não” que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas, porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem, querem o que já ninguém lhes pode dar!

A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo menos duas décadas.

Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados.
Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou. Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade operacional.
Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio nenhum. Uma geração que tem acesso a  informação sem que isso signifique que é informada; uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere.
Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso. Uma geração que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento. Uma geração que distingue mal a diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que este, num tempo em que nem um nem outro abundam.
Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras.
Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável.
Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada.
Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o desespero alheio.

Há talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e inteligência nesta geração?
Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos!
Os jovens que detêm estas capacidades-características não encaixam no retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e nem  são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como todos nós).
Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham bem, os que são empreendedores, os que conseguem bons resultados académicos, porque, que inveja!, que chatice!, são betinhos, cromos que só estorvam os outros (como se viu no último Prós e Contras) e, oh, injustiça!, já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados e a subir na vida.

E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares a que alguns acham ter direito e que pelos vistos – e a acreditar no que ultimamente ouvimos de algumas almas – ocupamos injusta, imerecida e indevidamente?!!!

Novos e velhos, todos estamos à rasca.
Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens.
Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme convicção de que a culpa não é deles.
A culpa de tudo isto é nossa, que não soubemos formar nem educar, nem fazer melhor, mas é uma culpa que morre solteira, porque é de todos, e a sociedade não consegue, não quer, não pode assumi-la.
Curiosamente, não é desta culpa maior que os jovens agora nos acusam. Haverá mais triste prova do nosso falhanço?
Pode ser que tudo isto não passe de alarmismo, de um exagero meu, de uma generalização injusta.
Pode ser que nada/ninguém seja assim.

in http://assobiorebelde.blogspot.com/


A POBREZA INTERPELA OS CRISTÃOS

Outubro 29, 2010

A convite do Presidente da Cáritas Diocesana de Aveiro, o Diácono Permanente Sr. José Alves, dois elementos do Grupo do Diálogo Social participaram num encontro dos Grupos Cáritas da Diocese, o qual teve lugar no Salão da Sé de Aveiro, no sábado dia 9 de Outubro de 2010, sob o tema “ O papel dos Grupos de Acção Social na Paróquia”.

A cada grupo participante foi entregue um exemplar do livro da autoria do Núcleo do Diálogo Social, intitulado: “Acção Social na Paróquia”.

O encontro iniciou-se com uma breve leitura bíblica, seguida da exibição do pequeno filme da apresentação do referido livro. Foi depois feita uma pequena exposição sobre o papel dos cristãos face às situações de pobreza, com, o título: “A Pobreza interpela os Cristãos”, cujo texto abaixo passamos a reproduzir.

Para além dos diversos tipos de apoios, materiais, humanos e espirituais, que os pobres e os excluídos precisam, uma questão importante merece uma particular atenção: em que medida a actividade exercida pelos Grupos Caritas e de Acção Social tem contribuído para que os pobres reconquistem a sua autonomia de vida, incluindo a auto-suficiência em matéria de recursos, e os excluídos atinjam o pleno exercício da cidadania, em relação aos outros e ao mercado de trabalho.

Aos Grupos Caritas e de Acção Social compete actuarem nas causas, pessoais ou colectivas, que geram os diversos tipos de pobreza; a tendência generalizada dos Grupos é a de se limitarem às dádivas de alguns bens alimentares e roupas, muitas delas mais não são que umas simples “sobras”, e por isso mesmo, muito pouco têm a ver com o destino universal dos bens e a justa distribuição da riqueza.

São Causas de Pobreza:

– O Desemprego

– A falta de qualificação profissional e o desinteresse pelo aprender sempre mais

– O Trabalho remunerado injustamente

– A doença e as limitações físicas

– A velhice e as baixas pensões dos reformados

– A confusão entre Trabalho e Emprego. Não existem empregos, mas no nosso país não há muito trabalho por fazer?……

– O Alcoolismo, Drogas e outras dependências

– Os que não querem trabalhar e são subsídio-dependentes

– A má gestão dos recursos financeiros que resulta, sobretudo, da incapacidade de discernir sobre o que é essencial e o que é secundário.

Se aos Grupos Caritas e de Acção Social compete prestarem o apoio directo às pessoas, na procura de condições de vida digna, também lhes cabe a tarefa importante da humanização das estruturas sócio-políticas que têm a seu cargo o apoio aos mais carenciados e marginalizados, como são a Família, Autarquias locais, Centros de Dia e Lares, Associações de carácter humanitário, Hospitais, Misericórdias, etc..etc…

A pobreza combate-se, sobretudo, por uma aposta séria no desenvolvimento integral das pessoas. E esse desenvolvimento passa pela:

– Colectividade da aldeia ou da vila. Quando as associações de carácter desportivo e recreativo só se limitam à venda duns copos, ou à promoção de espectáculos brejeiros e de baixo nível, e não desenvolvem actividades que promovam a saúde física e mental das pessoas e não se preocupam com a valorização criativa dos tempos livres, não cumprem o papel que lhes cabe no desenvolvimento dos seus associados.

– A Escola não se pode preocupar apenas em ensinar coisas, mas deve transmitir valores, ensinar a fazer, ensinar a estar na vida, a relacionar o saber com a vida, porque é por aí que passam a cultura dos homens e mulheres do amanhã.

– A Igreja, não pode passar a vida a pregar preceitos e dogmas mas deve apontar valores, deve denunciar as injustiças, mesmo que isso possa parecer mal ao poder político, e deve, sobretudo, fazer exigências transformadoras e coerentes com a Fé em Jesus Cristo, gritando nestes tempos conturbados de crise, a Esperança.

– A Autarquia, para que tenha sempre presente que as pessoas são mais importantes do que o cimento ou o alcatrão, não gastando grande parte dos seus recursos em obras de fachada, mas sim com as pessoas, muito embora isso possa dar menos votos.

– A Família tem o papel imprescindível de educar para os valores, sendo capaz de dizer o SIM ou o NÃO na hora certa, sem hesitações e sem chantagens, ensinando e valorizando o trabalho dos filhos, fazendo-os compreender o valor das coisas. É mesmo em criança que se deve aprender a ser justo e solidário com os outros.

É papel importante dos Grupos Caritas e de Acção Social:

– Explicarem às pessoas o valor das coisas, de modo que estas, com lucidez, saibam distinguir o essencial do secundário. Muita da pobreza do nosso país resulta dessa falta de capacidade de discernimento;

– Partilharem a sua acção com outros grupos Caritas, de modo que os sucessos ou os fracassos duns, possam ser imitados ou evitados por outros;

– Fazer um levantamento exaustivo dos casos de pobreza existentes no espaço de influência do grupo, procurando encontrar as suas verdadeiras causas e consequências, de modo que o agir seja assertivo. Aqui o método do Ver, Julgar e Agir é o mais adequado;

– Nunca se deixarem enredar naquela de que “na minha terra não há pobres”. A fulana vai ao café todos os dias, o outro fuma que nem um desalmado e é pobre!”……. Histórias destas ouvem-se às carradas; isto é conversa de quem não está disposto a olhar o outro como irmão; isto é só e apenas desculpas de “mau pagador”. Não serão estes comportamentos também uma consequência grave da pobreza?!…..

– Não entrar naquela “do que posso eu fazer perante a imensidão dos problemas, eu não sou capaz, não tenho meios, de que vale a minha ajuda, ela não é mais do que um grão de areia no deserto dos problemas”; ou de que o Estado que faça, ele é que tem o dever de atender a estas situações, eu não!……

– A todos estes Grupos – Caritas e de Acção social – também se pede que não esqueçam a dimensão internacional da pobreza, e na medida do possível, colaborem nas missões de solidariedade que diversas entidades levam a efeito – caso Guiné-Bissau.

– À Igreja em geral, e aos Grupos Caritas e de Acção Social em particular, é pedido que sejam criativos nas ajudas que prestam, de modo que possam dar respostas mais eficazes na resolução dos problemas graves de pobreza como, por exemplo:

– Constituindo um banco de alimentos, roupa, móveis, para os mais carenciados;

– Criando uma lavandaria colectiva para os mais pobres;

– Um banco de medicamentos, onde as sobras de uns pudessem servir a outros, desde que acauteladas as respectivas competências técnicas;

– Criando serviços de apoio às pessoas reformadas e com menos mobilidade, nas diversas áreas dos cuidados continuados;

– Mas, simultaneamente, nunca podem esquecer de manter bem vivo e coerente, o combate e a denúncia dos factores de injustiça que geram a pobreza e a exclusão social.

Afinal a nossa maneira de estar na vida, os nossos comportamentos em sociedade, a nossa coerência de Fé em Jesus Cristo, têm muito a ver com todas estas questões da pobreza!……


LANÇAMENTO DO LIVRO NA FESTA DA CASA DO OESTE

Maio 7, 2010

>> Convite [pdf]


Encíclica de Bento XVI “Caritas in Veritate”

Julho 7, 2009

Caritas_VeritateBento XVI defende na sua terceira encíclica, “Caritas in Veritate” (A caridade na verdade), uma nova ordem política e financeira internacional, para governar a globalização e superar a crise em que o mundo se encontra mergulhado.

No documento, tornado público esta terça-feira, o Papa apresenta como prioridade a “reforma quer da Organização das Nações Unidas quer da arquitectura económica e financeira internacional”, sentida em especial “perante o crescimento incessante da interdependência mundial”, mesmo no meio de uma “recessão igualmente mundial”.

Ler Mais>> CARITAS IN VERITATE


BENTO XVI – NOVA ENCÍCLICA SOBRE TEMAS SOCIAIS

Junho 30, 2009

n54393616247_1388994_2890332Os temas sociais estão no centro da terceira encíclica de Bento XVI, intitulada “Caritas in veritate” (Caridade na Verdade), cuja próxima publicação foi anunciada pelo papa aos peregrinos concentrados na Praça de São Pedro, durante a Oração do Angelus.

A encíclica, que tem a data do dia de São Pedro e de São Paulo, visa “aprofundar alguns aspectos do desenvolvimento integral” na época actual, “à luz da caridade na verdade“, afirmou Bento XVI.

Neste documento pastoral, o papa retoma temas tratados por Paulo VI em 1967 na encíclica “Populorum Progressio”, considerado de referência para a Doutrina Social da Igreja.

Ao fazer o anúncio da encíclica, Bento XVI pediu orações para o novo contributo que a Igreja Católica “oferece à humanidade, no seu empenho por um progresso sustentável, no pleno respeito pela dignidade humana e pelas reais exigências de todos”.

No final de Fevereiro deste ano, já em plena crise financeira, o Papa tinha anunciado que iria tratar deste assunto numa encíclica, prometendo denunciar as “injustiças económicas” e “erros fundamentais” que conduziram à crise, que considerou ser o resultado “da avareza humana e da idolatria”, em que se substituiu o “verdadeiro Deus pelo deus da avareza”.

Esta é a terceira encíclica de Bento XVI, que tem produzido estes documentos pastorais de dois em dois anos.

Em Dezembro de 2005 anunciou a publicação da primeira encíclica do seu pontificado, “Deus carita est” (Deus é amor), seguida, em Novembro de 2007, por “Spe salvi” (Salvos na esperança).

Texto do [Expresso] e imagem [daqui]


D. ANTÓNIO VITALINO DEFENDE LEVANTAMENTO DAS SITUAÇÕES DE POBREZA

Junho 22, 2009

P1030383(1)D. António Vitalino pede mobilização geral para fazer face à situação de crise no país

O Bispo de Beja considera que é importante que as paróquias, as instituições sociais e caritativas, as escolas, as autarquias e as forças de segurança se unam para fazer “um levantamento das situações de pobreza, em sentido lato, na sua vizinhança ou na área da sua intervenção”.

“Se encontrarem alguma situação de extrema pobreza não esperem por soluções vindas de terceiros, mas tornem-se intermediários imediatos de algum alívio”, refere D. António Vitalino na sua nota semanal para a Rádio Pax.

O Bispo de Beja retoma algumas das ideias apontadas no final das Jornadas, escrevendo que “todos precisamos de nos reeducar para um estilo de vida mais sóbrio e simples, reduzindo os nossos consumos às necessidades fundamentais, no respeito pela ecologia e na partilha com os mais pobres”.

A terminar, afirma: “Superar a crise está também nas minhas e nas vossas mãos, estimados ouvintes e leitores, e não apenas nas dos políticos e das instituições.”

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