Décima onda às 76 milhas

Junho 7, 2008

No próximo dia 10 de Junho, feriado nacional, faz um ano que o Poeta António Batalha partiu.

Mas, ele deixou o seu 10º livro para publicar. Nos últimos dias, confiou essa tarefa a um Grupo de Amigos que se encarregou de fazer os preparativos para a sua publicação.

Vamos fazer da tarde desse dia uma Festa com o António Batalha, à volta da Casa do Poeta que ele criou e à volta do seu livro DÉCIMA ONDA ÀS 76 MILHAS.
Gostaríamos que todos os seus amigos pudessem comparecer nesta Sessão em sua homenagem. Passem palavra uns aos outros.

Contamos convosco,

às 16 horas, na Amendoeira,

junto ao Sobreiro de Mafra

.


O NOSSO POETA!

Abril 15, 2008

Começamos o nosso Blog fazendo uma justa homenagem ao nosso companheiro António Batalha, natural da Achada, operário, agricultor e oleiro mas, para nós, um exemplo do ser cristão e um apaixonado pela poesia.

Foi militante activo dos movimentos da Acção Católica desde os 13 anos e, entre outras tantas iniciativas e instituições, acompanhou O Congresso dos Cristãos do Oeste, realizado nos anos de 1996 e 1997. O António Batalha sempre connosco partilhou a ideia de que aquele congresso deveria ter uma sequência e, uma delas é este Núcleo de Diálogo Social de que fez parte desde o seu início, em 2001, até falecer em 10 de Junho de 2007. Deixou-nos o seu exemplo, muitos poemas, alguns livros e uma casa: a CASA DO POETA.

Casa onde podemos ver e viver a sua vida, os seus sonhos, a sua arte e a sua poesia. Fica na Rua da Amendoeira, Sobreiro – Mafra. Está aberto às sextas, sábados e domingos, das 9h30 às 20h00. O contacto é 261 814 549.

No primeiro aniversário da sua morte, 10 de Junho, vai ser lançado o seu último livro, numa sessão que começa na “CASA DO POETA”, das 15 às 16h. Depois passa-se para a Associação Polivalente do Sobreiro (a 150 m).

Deixamo-vos um dos seus muitos poemas:

NO CAMINHO A PERCORRER

Fui andando investigando
dia a dia confrontando
num clima de incerteza,
com um sentido profundo
atento aos clamores do mundo
e às expressões da Natureza.
Li obras de pensadores
escutei mestres e doutores
e gente que não sabe ler,
em todos há uma janela
pela qual se revela
a fonte de todo o saber.
Escutei crentes e ateus
que sobre a questão de Deus
se afirmam discordantes,
ouvi muitas discussões
conferências e sermões
com sentimentos distantes.
Ao olhar esta montanha
onde o mundo se emaranha
sinto que não estou em vão,
descobri quem me enviou
e que a Vida onde estou
é uma casa em construção.
Sou um simples habitante
chamado a ser operante
nesta Casa em que acredito,
ser a essência querida
a grande Casa da Vida
a Casa do Infinito.
António Batalha (N. 8/12/1930; F. 10/06/2007)